segunda-feira, 3 de junho de 2019

Revista Geofronter v. 4, n. 4 (2018)

https://periodicosonline.uems.br/index.php/GEOF/issue/view/177


v. 4, n. 4 (2018)

Set./Dez. 2018

Formação socioespacial e cidades pequenas: um segmento da rede urbana na porção meridional de Mato Grosso do Sul

https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/137104


Formação socioespacial e cidades pequenas: um segmento da rede urbana na porção meridional de Mato Grosso do Sul

  • Paulo Fernando Jurado da SilvaUniversidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Mara Lucia Falconi da Hora BernardelliUniversidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Palavras-chave: Cidades pequenas, Rede urbana, Formação socioespacial, Microrregião de Iguatemi, Mato Grosso do Sul

RESUMO

As cidades pequenas, apesar de comporem a maior fatia do total de cidades do quadro urbano brasileiro, tinham reduzido destaque nas pesquisas acadêmicas, o que não é observado atualmente, visto que há um crescente interesse pelo tema. Em Mato Grosso do Sul, essa realidade também não é diferente, apresentando o estado inexpressivo número de municípios quando comparado a outras realidades do país, apesar de sua imensa extensão territorial. Frente ao exposto, o objetivo deste artigo é analisar um segmento específico dessa rede, enfocando a Microrregião de Iguatemi, constituída, predominantemente, por cidades pequenas. Baseamo-nos na leitura e na avaliação de materiais bibliográficos, bem como na coleta e na sistematização de dados e informações de fontes secundárias para a construção do presente texto. Os resultados alcançados permitem discutir a complexidade que envolve essa microrregião, sublinhando aspectos históricos e geográficos sobre a formação socioespacial da área selecionada para este estudo.

PUBLICADO
2019-04-02
COMO CITAR
Jurado da Silva, P. F., & Falconi da Hora Bernardelli, M. L. (2019). Formação socioespacial e cidades pequenas: um segmento da rede urbana na porção meridional de Mato Grosso do Sul. GEOUSP Espaço E Tempo (Online)23(1), 163-181. https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2019.137104

A segunda SUDECO no desenvolvimento da região da faixa de fronteira do Centro-Oeste brasileiro

http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/45605


A segunda SUDECO no desenvolvimento da região da faixa de fronteira do Centro-Oeste brasileiro / The seconD SUDECO in the development of the region at the border of the brazilian Mid-West

  • Walter Guedes SilvaUniversidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Mateus Boldrine Abrita

Resumo

Criada em 2009, a segunda Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) foi idealiza para conduzir a região Centro-Oeste do Brasil a um modelo de desenvolvimento que gere inclusão social e erradicação da miséria absoluta. Para isso, a Sudeco utilizou o modelo de regionalização proposto pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional, que definiu três áreas prioritárias de ação do Governo: Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, Mesorregião de Águas Emendadas e Faixa de Fronteira. O objetivo desse trabalho é discutir a atuação da segunda Sudeco no desenvolvimento da Faixa de Fronteira do Centro-Oeste, uma região composta por setenta e dois municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os procedimentos adotados consistiram no levantamento bibliográfico de textos, documentos da Superintendência, estudo de Políticas, Planos e Programas dos governos, dados de órgãos públicos e sites especializados. Diferente da primeira Sudeco (1967-1990) que pouco desempenhou o papel de órgão de planejamento regional, a segunda Sudeco tem a difícil tarefa de articular as políticas e os planos de desenvolvimento regional do Centro-Oeste.

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Biografia do Autor

Walter Guedes Silva, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Possui licenciatura e bacharelado em Geografia pelo Centro Universitário de Dourados da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1997), mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2002) e doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (2011). Professor do Curso de Geografia da Unidade Universitária de Campo Grande da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Tem experiência na área de Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento regional, geografia agrária, desenvolvimento sustentável e agronegócìo.
Mateus Boldrine Abrita
Possui graduação em Ciências Econômicas pela UFMS (2010), mestrado em Ciências Econômicas pela UEM (2012) e Doutorado em Economia pela UFRGS . Atualmente é professor efetivo da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Tem experiência nos seguintes temas: economia monetária, industrial, brasileira, agronegócio, desenvolvimento regional e econômico, mercado de capitais, inovação e geografia econômica. Possui Livros e capítulos publicados, artigos em periódicos científicos no Brasil e exterior. Também, trabalhos apresentados em eventos científicos no Brasil, Países da América do Sul, Europa e Estados Unidos.
Publicado
2019-05-28
Como Citar
Silva, W. G., & Abrita, M. B. (2019). A segunda SUDECO no desenvolvimento da região da faixa de fronteira do Centro-Oeste brasileiro / The seconD SUDECO in the development of the region at the border of the brazilian Mid-West. CAMPO - TERRITÓRIO: REVISTA DE GEOGRAFIA AGRÁRIA13(31 Dez.). https://doi.org/10.14393/RCT133106

Publicação de pesquisadores do Grupo

FORMAÇÃO DOCENTE E CURRÍCULO: Um estudo do Curso de Geografia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – Unidade Universitária de Campo Grande

Orlando Moreira Junior, Walter Guedes da Silva

Resumo


O presente artigo visa refletir sobre a importância da formação docente e do currículo, a partir da análise do processo de construção coletiva do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de licenciatura em Geografia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade Universitária de Campo Grande. O argumento desenvolvido é o de que o PPC busca atender dois níveis da organização do trabalho docente: a organização do curso em sua totalidade; e a organização do processo formativo que ocorre no desenvolvimento das disciplinas. Deste modo, considera a forma como a reformulação do PPC do curso foi concebida, visando atender, de um lado, as exigências técnicas e normativas e, de outro, priorizando a formação de professores éticos e críticos. O estudo identificou a relevância que o PPC assume na vida discente, docente e para gestores, bem como a importância da valorização de uma formação pautada na construção da identidade docente dos licenciandos.

MP e UEMS firmam parceria e criam convênio para proteger rios de MS

MEIO AMBIENTE

MP e UEMS firmam parceria e criam convênio para proteger rios de MS

Programa foi criado em março deste ano

23 MAI 19 - 09h:42BRUNA AQUINO
Em março deste ano o Ministério Público Estadual (MPE) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) firmaram parceria para a criação de Convênio de Cooperação Técnica e Científica no intuito de proteger e preservar os rios do estado. Ontem (22), o Promotor de Justiça do Núcleo Ambiental Luciano Furtado Loubet se reuniu com representantes da universidade para tratar de assuntos relacionados ao convênio.
Conforme divulgado pelo Ministério Público, o convênio tem o objetivo de promover o intercâmbio, interação e complementação entre as Instituições e dar suporte científico ao MP para a defesa do meio ambiente e na proteção das Bacias  Hidrográficas dos rios Paraná e Paraguai, na elaboração e execução de diagnóstico ambiental dos córregos Curupai e Engano – “Projeto SOS Rios Curupai-Engano”; e implementação do programa Centro Integrado de Proteção e Pesquisa Ambiental (CEIPPAM-UEMS).
Na reunião, os representantes da UEMS conheceram o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Geotecnologias (NUGEO) que irá auxiliar no fornecimento de dados e diagnósticos das nascentes de rios que vão, futuramente, ser trabalhos na recuperação das matas ciliares e também na implementação em Campo Grande do “Projeto Água para o Futuro” que trata das nascentes urbanas. As deliberações técnicas e de estratégia serão acordadas entre a UEMS e as Promotorias de Justiça da Capital.

Professor francês, premiado com Nobel de Geografia, faz parte de Pesquisa na UEMS/Jardim

Por: Liziane Zarpelon | Postado em: 17/05/2019
Desde o início desse mês, o professor francês emérito da Universidade de Paris-Sorbonne IV - Paul Claval – ganhador do Prêmio Vautrin Lud 1996 (Nobel da Geografia) faz parte do Grupo de Pesquisa “Dinâmicas territoriais e espaços fronteiriços: produção do espaço, globalização e urbanização” do curso de Geografia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Jardim. A pesquisa é coordenada pela Professora Juliana Luquez, docente do curso.
“ O Professor Claval foi o supervisor da minha pesquisa de doutorado-sanduíche na Universidade de Paris IV no ano de 2017. A pesquisa teve como título: Transformações socioespaciais em Paris: princípios interpretativos e o léxico conceitual na compreensão da produção do espaço. O conhecimento amplo do professor Claval em Geografia Humana e sua relação estreita com a Geografia Brasileira faz com que a colaboração dele no projeto seja um compromisso internacional de divulgação da análise sobre os processos espaciais em áreas de fronteiras”, explica Juliana.
O grupo de pesquisa está cadastrado na plataforma do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e tem uma proposta de prática social, de caráter científico e de formação acadêmica. O grupo conta com a participação de pesquisadores colaboradores das Unidade Jardim e Campo Grande e outras instituições públicas de ensino superior, como: USP, UERJ, UFMS, UNIFESSPA, UFRN e IFRO. Além de cinco alunos do curso de Geografia da UEMS/Jardim na composição da equipe de pesquisa. A pesquisa terá duração de dois anos, seguindo até abril de 2021.
Sobre a pesquisa:
A amplitude e a intensidade dos processos socioespaciais nas fronteiras do Brasil exigem que se estabeleça uma pauta teórico-metodológica para seu estudo. A análise da dinâmica territorial e da acumulação das bases sociais historicamente construídas, que conformaram a extensa faixa de fronteira do Brasil, é fundamental para a compreensão da formação e transformação socioespacial brasileiras.
Essa realidade, em constante movimento de estruturação/reestruturação do espaço, coloca no centro do debate as cidades e o fenômeno urbano nos espaços fronteiriços, uma vez que é pela dinâmica urbana que as interações e articulações entre os territórios se intensificam. A referência à análise do Estado de Mato Grosso do Sul se coloca como um quadro auxiliar para a sistematização dos estudos sobre fronteira e territorialidades nos dias de hoje.
A maior ambição desse projeto de pesquisa repousa no resgate à noção de fronteira, esvaziada do debate do processo de produção do espaço e das dinâmicas territoriais brasileiras (ANDRADE, 2004). E o ponto alto, justifica-se no regaste dessa noção considerando as cidades como elemento de maior dinamismo nos espaços fronteiriços (HOLANDA, 1995), pois se outrora a fundação e a estruturação das cidades serviram como instrumento de dominação, ora o processo de reestruturação do espaço urbano nos permite uma possibilidade interpretativa dos processos de acumulação e reprodução do capital (SMITH, 1988).
Tendo em vista que o território brasileiro possui 17 mil quilômetros de fronteira com os demais países latino-americanos (Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa), 588 municípios constituídos na faixa de fronteira e aproximadamente 10 milhões de habitantes fronteiriços (IPEA/IBGE, 2017), o grupo de pesquisa busca abarcar a diversidade dos fenômenos sociais e das dinâmicas espaciais em áreas fronteiriças. Estabelecido a partir de três eixos de pesquisa, I. Fronteira, território e globalização no século XXIII. Dinâmicas nos espaços fronteiriços: circulação, desenvolvimento e natureza; III. Espaços da urbanização: viver na cidade, viver na fronteira.

Professores do Colégio Militar visitam centro de estudos da UEMS na capital

Professores do Colégio Militar visitam centro de estudos da UEMS na capital

Por: Emmanuelly Castro | Postado em: 20/05/2019
Na última sexta-feira (17), professores do Colégio Militar de Campo Grande estiveram no Centro de Estudos de Fronteira General Padilha, administrado em uma parceria entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Comando Militar do Oeste (CMO).
O encontro reuniu professores dos cursos de Geografia da UEMS de Campo Grande, do Grupo de pesquisa GEFRONTTER - Grupo de Estudos em Fronteira, Turismo e Território (UEMS) e do Centro de Análise e Difusão do Espaço Fronteiriço (CADEF- UFMS), além dos professores do Colégio Militar de Campo Grande. Na ocasião ocorreram palestras sobre pesquisa, ensino e extensão, trocas de experiências, debates sobre parcerias e ações conjuntas em prol da educação.
Para o professor Mateus Boldrine Abrita (UEMS), a iniciativa do Colégio Militar em procurar estreitar ações de ensino pesquisa e extensão, com os grupos de estudo Cefront (UEMS), os cursos de Geografia da UEMS de Campo Grande, os grupos de pesquisa GEFRONTTER e CADEF, é muito significante. “Tenho certeza que essa ação é um passo a caminho de uma forte cooperação que fortalecerá muito a educação. É muito relevante para a qualidade da educação brasileira essas ações de cooperação entre as Universidades e as escolas”, explicou Mateus.
Mateus Boldrine Abrita (UEMS) abriu os trabalhos apresentando um artigo científico sobre a temática do desenvolvimento econômico nas regiões de fronteira, em seguida, os professores Maria Helena Andrade (UFMS) e Edwaldo Bazana (UEMS) apresentaram trabalhos na área da Geografia Física, o professor Milton Mariani (UFMS) apresentou trabalhos e ações na área de turismo e território, e por fim, a professora Patrícia Alves Carvalho (UEMS) apresentou publicações na área educacional em Geografia com ênfase para didática. Todos os trabalhos possuíam uma interface com o Mato Grosso do Sul.
Ao final do encontro, o representante dos professores do Colégio Militar de Campo Grande proferiu uma fala em agradecimento, destacando a relevância de todos os trabalhos debatidos e apontando para a importância da ciência e da educação para a sociedade.